EXÍLIA

CRIADORES

Direção, dramaturgia, atuação, textos: Juliana Pautilla

Provocaçõs performativas, textos: Ana Luísa Santos

Criação, atuação e instalação sonora: Lucas Morais

Criação e atuação de luz: Lucas Pradino

Provocação corporal: Thiane Nascimento (Pélvika)

Assessoria de figurino: Jonnatha Horta Fortes

Registro vídeo: Coletivo Avuá

Teaser-montagem: Ricardo Gonçalves

Fotos: Nubia Fernamo/Jessica Lauriano 

Olhares e apoios: Manu Pessoa, Lu Bortoletto, Andreia Duarte, Emeline Abib, Rita Maia, Regina Ganz, Jessica Lauriano, Fernando Barcelos/UFU, Casa da Pau Brasil, Avoa Núcleo Artistico, CRJ BH, Galpão Cine Horto, 

 

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Ela se movimenta à exaustão, criando a imagem de uma figura estranhamente feminina e borrada, ora ressentindo violentamente suas dores, ora repetindo os gestos desgastados da vergonha. O (auto) exílio foi como uma retomada da consciência. Ilusões perdidas evidenciaram velhos constrangimentos e violências engendrando perguntas: como a artista sofre e ainda pratica a misoginia? Como inventar uma singularidade se houve um impedimento de liberdade? Como re-inventar a si mesma?

 

A encenação/dramaturgia traz uma estética ready-made-gambiarra, conduzida por uma sonoridade barulhenta que compõe com a voz da atriz ao vivo. Sugere uma feminilidade que falha, num jogo de palavras e cacofonias, intercalado pela fisicalidade que prostra diante do trauma da violência misógina. TEATRO PERFORMATIVO. 60 MIN.

SINOPSE 

 

Amplificar. Espalhar pelo espaço. Mostrar o clitóris do megafone. Deixar à mostra o salto. O salto para o microfone. Um microfone para o salto. Um par de cabos, fios soltos. Obrigada pelo atraso. Uma cola, um texto, um papel. Um roteiro agora e que já foi. Traumas pré-existentes. Dores escondidas. Misoginias. Rosnar movimentos. Um colchão pós-separação. Uma prostração. Dramaturgias provisórias. Criação. Processos inacabados como a vida. Uma rabeca distorcida. Texto que resume. Difícil dizer feminilidade. Transmitir ideia de desempenho. Se alimentar do sangue. Reverbera e treme. Descontrole remoto. Vibra o áudio delírio. Delícia de início tímido. Príncipes mudos. Cancela o feminismo. Casar amortece? Impedida de acordar pega o que aparece. Uma versão artificial da costela. Evacua a área. Sonrisal bibelô. Náusea e vergonha. O colapso da raspadinha. Cada centímetro da potência. Cada centímetro raspado. Força na peruca. Nudez de quatro apoios. Uma gambiarra disposta a falhar a qualquer momento.

Link para olhar crítico (Processo dentro da Residência Artística da Casa da Pau Brasil)

HISTÓRICO

dez, 2020 - Selecionada para o Festival Reencontro do Galpão Cine Horto, BH

abr 2020 - estreia adiada devido ao Covid-19, OC Oswald de Andrade, SP

dez 2019 - ensaio aberto/experimento exília - Casa da Pau Brasil, SP

nov, 2019 - ensaio aberto/experimento exília - CRJ , BH

jun, 2019 - debate, vivência e mostra de material - UFU/Dpto de Dança, Uberlândia

abr 2019 - troca metodologia de criação - Casa da Pau Brasil, SP

mar 2019 - debate, vivência e mostra de material - Palacete Tereza, SP