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Querida K

  • jupautilla
  • há 5 dias
  • 1 min de leitura

 "Atotô - Silêncio! O rei está na terra”, da Cia. Odara. Divulgação.


A vontade de te escrever aconteceu ali mesmo no escuro da plateia, quando trocamos olhares para partilhar a força da cena naquele palco-terreiro de Zé Celso, o Teatro Oficina[2]. Sentadas lado a lado em uma das arquibancadas, a iluminação de ribalta que vinha da plateia oposta rebatia em nós e fazia brilhar nossas lágrimas. Encontro de lágrimas ou o brilho de nossos olhares que se derretiam em líquidos. Foi ali que formulei as primeiras palavras desta carta: Querida k., Obaluaê é como sua escrita, um testemunho desde a ferida.


Saí dali com uma vontade imperativa e prometi a mim mesma, em silêncio, que leria novamente sua tese, que agora ganhou formato de livro. Tenho uma amiga escritora, pensei, e hoje choramos juntas. Em “Testemunho desde a ferida” (2024) você teve a coragem de falar sobre o abuso desde uma delicadeza absurdamente radical. Estar ao seu lado é ao mesmo tempo relembrar essas marcas e assim nos curamos partilhando nossas existências.


Leia o ensaio completo em PDF publicado na Revista ClimaCom, Exu: arte, epistemologia e método | pesquisa – ensaios | ano 12, nº 29, 2025

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